Fiat Toro Freedom Diesel 4X2: Trabalhadora Urbana

Com os benefícios do diesel e tração dianteira, versão é a mais indicada para a vida na cidade

A Fiat lançou a Toro com duas opções de motor, 3 transmissões e 2 tipos de tração (4×2 e 4×4). Mas limitou a quantidade de versões na estreia (Freedom e Volcano, sem contar a série especial Opening Edition). E isso reduziu a combinação de preferências – são quatro configurações disponíveis. Por ora, não há, por exemplo, como casar o propulsor 1.8 flex com uma caixa manual. Três das quatro versões utilizam o motor 2.0 a diesel (de 170 cv e 35,7 mkgf), que pode vir em conjunto com câmbio manual (e trações 4×2 e 4×4) ou o automático de 9 marchas (versão Volcano 4×4, a mais cara, por R$ R$ 116.500).

Na prática, isso faz da Toro Freedom 4×2 manual a diesel uma das opções mais interessantes para quem roda no asfalto, aliando as vantagens do diesel sem a complexidade da tração integral, mais voltada para o fora de estrada. Não por menos, ela é a segunda versão mais em conta do catálogo (ou terceira, se contarmos a Opening Edition), por R$ 93.900 (a 1.8 Flex parte de R$ 76.500).

Para uso urbano, o diesel e a caixa manual conferem agilidade e muita força no dia a dia. Ladeiras deixam de ser obstáculos críticos, assim como peso na caçamba não representa dificuldades. O compartimento de cargas comporta 820 litros ou 1 tonelada (a Strada carrega 680 litros na versão cabine dupla). E o torque do 2.0 turbodiesel desenvolve 35,7 mkgf a 1.750 rpm. Na cidade, outra praticidade da Toro: a tampa bipartida com abertura horizontal. Essa porta conta com trinco e duas maçanetas individuais, permitindo a abertura parcial. É possível acessar a caçamba mesmo em vagas apertadas, já que o tampão não atrapalha o usuário no momento de retirar grandes volumes do carro.

Apesar dos 491,5 cm de comprimento, as manobras também não trazem sufoco ao motorista (a S10 mede 534,7 cm). Porém, o diâmetro de giro da Fiat é elevado (12,9 m). Apesar de maior, a picape da Chevrolet precisa de 12,7 m. Em uma Strada cabine dupla, são 11,3. A desvantagem do modelo feito em Pernambuco tem justificativa: a tração é dianteira, não traseira, como o modelo da GM, o que limita o ângulo de esterço do eixo dianteiro.

Em contrapartida, a Toro tem carroceria do tipo monobloco, enquanto as picapes médias têm chassi de longarinas – e essa vantagem se manifesta no asfalto em maior conforto de rodagem, rigidez estrutural superior e mais silêncio na cabine. Outra vantagem é a suspensão sofisticada. A Fiat optou por McPherson na dianteira e multilink na traseira. A maioria das picapes utilizam eixo rígido atrás. O resultado é que, mesmo sem carga, a Toro se destaca em estabilidade e maciez de rodagem, com comportamento próximo ao de um SUV.

Na parte interna, cinco viajam com conforto e bom nível de espaço interno. No entanto, embora a Fiat tenha caprichado no acabamento, a Toro utiliza materiais de qualidade inferior, se comparado com o Renegade. A picape e o SUV da Jeep compartilham diversos componentes eletrônicos, mecânicos e até alguns comandos internos – como a alavanca da transmissão e o volante (apenas o centro é diferente). As portas e a parte superior do painel são cobertas por um plástico duro – no Jeep é um material macio e emborrachado.

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