MORTES DECORRENTES DE FALHA EM IGNIÇÃO DA GM SOBEM PARA 109

Subiu para 109 o número de mortos em consequência de uma falha na chave de ignição dos veículos da General Motors nos Estados Unidos, conforme afirmou à Autoesporte o escritório do advogado Kenneth Feinberg, contratado pelo grupo automotivo para indenizar vítimas de acidentes ocasionados pelo problema.

O prazo limite para os clientes reinvindicarem seus pedidos foi 31 de janeiro deste ano. Feinberg afirmou que deve completar a análise sobre o caso em julho, quando será divulgado um relatório final com todas as especificações do programa de compensação.

Segundo dados divulgados pelo siteAutomotive News, um total de 4.342 reclamações foram enviadas para o escritório. Delas, 2.200 foram consideradas inelegíveis, 322 ainda estão sendo analisadas e 1.432 foram julgadas insuficientes, o que significa que os reclamantes ainda podem enviar mais documentos para sustentar suas requisições. Outras 71 reclamações foram realizadas sem documentos. Das requisições válidas, 109 dizem respeito a vítimas fatais e outras 208 a consumidores com ferimentos sérios.

Origem da falha

O problema na chave de ignição pode fazer com que o dispositivo saia do lugar, “desligando” o carro e cortando o fornecimento de energia para a direção, os freios e os airbags. Segundo documentos divulgados pelo governo americano em 2014, os primeiros registros sobre a falha apareceram em 2001, durante a pré-produção do modelo Saturn Ion, quando a GM identificou baixo torque na chave de ignição do veículo. Apesar da constatação, o dispositivo foi aprovado para fabricação.

Uma investigação realizada no ano passado descobriu que diversos engenheiros e advogados da montadora estavam cientes do problema e ainda assim não o reportaram para o alto escalão da marca. Naquele ano, a GM realizou 79 campanhas de recall, convocando 30,4 milhões de veículos no mundo todo – dos quais 26,8 milhões estavam nos Estados Unidos – por problemas diversos. Desses, 2,6 milhões tinham o defeito na chave de ignição.

A pessoa que buscava indenização deveria provar à marca que o airbag não estourou durante colisão e que a chave de ignição foi o principal fator a ocasionar o acidente. A estimativa da GM é de que sejam gastos de U$S 400 milhões a U$S 600 milhões nos ressarcimentos. O recall por si só custou à fabricante U$S 2,8 bilhões.

No Brasil

Em julho de 2014, a Chevrolet convocou no Brasil o recall de todas as unidades do Camarovendidas de 2010 devido ao problema que ocasionou a ação nos Estados Unidos. Para reparar o defeito, a montadora afirmou que iria substituir o modelo da chave de ignição. Na ocasião, a marca disse que enviaria uma carta aos donos do carro esportivo para comunicar o problema e explicar as medidas preventivas. A empresa afirmou, ainda, que informaria os clientes tão logo as peças estivessem disponíveis e recomendou que, até o reparo, o posicionamento do banco do motorista deveria evitar a proximidade do joelho com a chave de ignição. Até a última atualização realizada no site do Procon, em agosto de 2014, nenhum modelo havia sido atendido.

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