Renault Duster Turbo já é realidade, mas na Colômbia

Aqui, ele não passa de 120 cavalos no etanol, usando o motor H4M, que é uma variação da Renault para o japonês HR16DE da Nissan. Com isso, o Duster de segunda geração tem um desempenho mediano, ainda mais usando uma caixa CVT, focada mais na economia e no conforto que em performance.

Se você ainda quer algo mais no Renault Duster, saiba que a versão Turbo já é uma realidade, porém, na vizinha Colômbia, onde a subsidiária Sofasa produz a nova versão do SUV compacto de origem Dacia.

Nem visto assim na Europa, o Renault Duster Turbo ainda não está disponível para venda no mercado colombiano, mas já está sendo distribuído para as concessionárias e é figura presente na linha de montagem.

Localizada em Envigado, no departamento de Antioquia e próxima de Medellín, a Sociedade de Fabricación de Automotores está produzindo o Duster Turbo também para exportação, devendo este chegar logo mais ao mercado argentino, por exemplo.

Renault Duster Turbo já é realidade, mas na Colômbia

No país andino, o Renault Duster Turbo surge com o motor H5Ht ou mais conhecido no Brasil como M282 da Mercedes-Benz, sendo um quatro cilindros com 1.332 cm3, num conceito modular (tem a versão 1.0 de três cilindros) similar ao da Stellantis com o GSE Firefly.

Com turbocompressor e injeção direta de combustível, sendo abastecido logicamente apenas com gasolina, o 1.3 TCe entrega 155 cavalos e 25,5 kgfm, o mesmo torque usado pela Mercedes-Benz em alguns de seus modelos (notadamente os MFA2) no mercado brasileiro, mas com 163 cavalos de potência.

Isso significa que, quando o Duster Turbo Flex chegar ao Brasil, ele poderá ter de 160 a 170 cavalos com etanol. Deixando para trás o vetusto F4R 2.0, o SUV ficará livre de um consumo impraticável e terá um conjunto mais eficiente, adicionando ainda mais desempenho e melhorando o conforto ao dirigir.

Mas, em terras tupiniquins, o H5Ht estreará a bordo do Renault Captur 2022, que passará por mudanças no visual e terá este 1.3 Turbo como a salvação da lavoura, usando ainda o CVT Xtronic, embora este venha a matar um pouco da performance desse novo motor.

[Fonte: Autoblog Argentina]

Ricardo de Oliveira
Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 25 anos. Há 14 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

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